CABEçA DE PORCO

 

Livro-documentário escrito por MV Bill, Celso Athayde e Luiz Eduardo Soares.
Coincidência incrível esse livro ter vindo parar em minhas mãos na mesma época em que ganhava o Oscar na categoria de melhor filme, Crash.
Parece um casal perfeito pois a idéia principal de ambos é similar. Intrigante a ponto de nos deixar embriagados no sentido mais negativo da palavra. Estômago embrulhado e cabeça tonta. Incômodo, pertubador.

As reflexões do antropólogo Luiz Eduardo são como um soco no estômago, obrigando-nos a reavaliar nossas atitudes perante a sociedade pobre (e porque não dizer "miserável"). E junto com ele eu chego a conclusão de que a culpa dessa violência cruel e crescente também é NOSSA!
Sim! A má distribuição de renda, a indiferença do Governo, os policiais corruptos... todos esses são grandes causadores desse mal estar, mas essa culpa também é MINHA, SUA e de TODO MUNDO.

Difícil vai ser eu tentar explicar o porque dessa conclusão, mas peço à vocês que também se incomodam com essa situação procurem pensar em algo que possam fazer para ajudar a aliviar esse mal-estar, ainda que seja algo pequeno, será sempre significativo.
Os bandidos de hoje não são mais homens-barbados e sim crianças e adolescentes que se sentem (e são) excluídos do nosso mundo cotidiano exatamente pela maneira como nós os enxergamos de forma esteriotipada ou por comodismo, deixamos de enxergar (negligência).

 

"... no meio de uma guerra, foi onde eu cresci
    no berço da exclusão, foi onde eu nasci... "
 (MV Bill - Emivi )

Usando o clichê : " Se cada um fizer a sua parte...."

Cesária, porque sim?

 

 

O título desse post é na verdade uma homanagem a essa querida conhecida virtual, pela sua coragem e determinação.

Eu também já ouvi de muitas pessoas  comentários impressionados e surpresos com a minha decisão em tentar parto normal. Era sempre: "Nossa, você é louca!".   Mas hoje sou eu quem digo : LOUCAS SÃO VOCÊS!

Por várias vezes eu já disse que particularmente acho que a cesária deveria ser usada em casos extremos, exatamente por ela ser uma intervenção cirúrgica. Mas com a banalização do parto normal no Brasil junto com essa máfia da cesária, as mulheres estão realmente acreditando no "conto da carrochinha", ou seja, se deixam levar pelo papo fácil dos médicos quando esses inventam, muitas vezes motivos absurdos para "passar a faca" nas suas pacientes.

Hora, convenhamos : para quem passou pelos 9 meses sã e salva mesmo que com todos os hormônios, nervos e músculos sensibilizados, distorcidos e exacerbados vem agora me dizer que sou louca e reclama de medo das dores do parto??

Em 1976, quando eu nasci, a minha mãe estava sendo usada como cobaia de um método novo que eles intitulavam na época de "parto sem dor". Esse tipo de parto não era nada de tão diferente do que é usado hoje em dia: o uso da peridural. Ou seja, não existe mais aquele sofrimento horroroso e apavorante como antigamente, na época em que a minha mãe nasceu. Existe sim, um sofrimento básico das contrações, ansiedade, força e respiração, mas no caso da cesária existe as dores dos pontos (são 7 camadas de pele cortadas! ui!).

Enfim, eu quero completar todo o ciclo e ter no meu curriculum de mãe todo o histórico que a natureza me encarregou de ter.
Quero acordar no meio da madrugada sentindo dores, acordar o meu marido, correr para o hospital, sentir o rompimento da bolsa, fazer respiração "vai, empurra, vai! mais um pouco!" e ver o meu bebê saindo de dentro de mim, chorando e abraçá-lo ainda com o cordão-umbilical ligando nós dois.

Que Deus permita que seja assim, sem complicações. E que o preguiçoso do baby TAMBÉM permita, pois ele ainda está sentadinho, de cabeça para cima.

Mensagem Subliminar

 

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