Como eu havia dito, combinamos com a médica a indução do parto para o dia 20/04 uma quinta-feira.
Parto induzido, para quem não sabe, é simplismente “forçar” para que a mulher entre em trabalho de parto através de soro estimulante de contrações e quebra da bolsa d’água.
Alguns dias antes da data marcada eu já vinha sentindo as contrações indolores.
Na quarta-feira, dia 19/04 eu estava super calma, apesar da curiosidade em saber como seria o dia tão esperado. Marido chegou cedo em casa, as malas já estavam prontas e foi só arrumar os últimos detalhes (papelada e tal). Ás 21:30 ainda da quarta-feira, na cozinha, preparando a janta, senti uma contração acompanhada de uma dor aguda na bacia (mas suportável). Olhei para o Hans e disse: “ _ Acho que senti uma contração, mas agora, da “verdadeira”. - Passaram-se 7 minutos e mais outra. Mais 7 minutos e outra….e assim continuou. O Hans já ficou apavorado já queria correr para o hospital, mas como eu já tinha lido muuuuuita coisa sobre trabalho de parto e tal, sabia que não era para se desesperar porque aquilo ainda podia demorar muitas horas.
Fui fazer chapinha no cabelo (e a sogra morrendo de rir, dizendo que o bebê não enxergaria o meu cabelo bonito), arrumar a roupa e enquanto isso, Hans ansioso ligou no hospital para perguntar o que deveríamos fazer. A parteira disse que realmente não era para ficarmos preocupados e que seria melhor eu tentar descansar em casa e só ir para o hospital se as contrações aumentassem e eu não aguentasse mais, ou claro, se a bolsa estourasse.
Fomos dormir, ou pelo menos tentar. Com as contrações regulares a cada 7 minutos, fica difícil cair no sono pesado e a ansiedade foi aumentando também. Acho que levanter umas trezentas vezes para ir ao banheiro e numa dessas vi que havia um pequeno sangramento. Como eu não fazia idéia se aquilo era normal ou não, ás 4 da manhã eu acordei o marido para irmos ao hospital. Mas fizemos tudo na calma, ainda tomei café-da-manhã (se soubesse o que viria pela frente, teria almoçado, jantado, lanchado…).
Imprevistos acontecem sempre, mas graças à Deus nada de grave. No caminho ao hospital um caminhão nos fechou, parou no sinal, o motorista saltou e veio querer brigar com o Hans. Acho que quando ele viu que tinha uma mulher no carro, ele recuou mas ficou nos insultando e chamando para a briga. Durante um bom pedaço do trajeto ele ficou ameaçando que nos fecharia de novo, ameaçou bater no carro e eu, prestes a dar a luz, imaginei se aquilo continuaria e a tragédia que poderia acontecer. Ligamos para a Policia para avisar sobre o louco, mas claro, eles não podiam fazer nada. Até que eu insistí para que o Hans desviasse o caminho e saisse de perto do maluco. Ufa! Medo!
Chegamos nos hospital às 6:00 da manhã de quinta-feira (20/04). Fui colocada no quarto de monitoriamento dos batimentos cardiacos do bebê e medidor de contrações. A jornada estava começando.
|
||||
|
||||